
Motivar pessoas é um dos maiores desafios da liderança contemporânea. Porém muitos líderes acreditam que motivação vem de discursos inspiradores, metas agressivas ou recompensas financeiras. No entanto, a ciência mostra que a motivação nasce muito antes disso, dentro do funcionamento do cérebro humano.
Entender como as pessoas se motivam, aliás, e como você mesmo se motiva, é uma das competências mais poderosas para quem deseja liderar com impacto, influência e resultado. Quando essa compreensão acontece, o efeito costuma ser UAU, tanto para o líder quanto para a equipe.
Liderar é fazer acontecer, mas de forma consciente
Líder não é apenas quem entrega resultados. Líder é quem cria o ambiente certo para que as coisas boas aconteçam de forma consistente. Porém, Um líder apreciativo entende que pessoas produzem mais quando se sentem valorizadas, seguras e reconhecidas.
Quanto mais apreciativo e motivador você é, mais isso retorna para você em forma de engajamento, confiança e inspiração. Também, a liderança deixa de ser um peso e passa a ser uma via de crescimento mútuo.
Os filtros da motivação: dor e prazer
A psicologia e a neurociência explicam que o cérebro humano funciona, basicamente, a partir de dois grandes filtros de motivação: dor e prazer.
Ou a pessoa age para ganhar algo, ou age para evitar perder algo. Ou seja, nos movemos pelo desejo de crescimento ou pelo medo de consequências negativas.
Algumas pessoas gostam de fazer tudo com antecedência, margem e tranquilidade. Porém, outras só funcionam sob pressão, na urgência, quase no limite. , nenhum desses filtros é errado. Além disso, o problema surge quando o líder não entende qual filtro está ativo, nem em si mesmo, nem na equipe.

Quando a liderança é guiada pela dor
Líderes motivados predominantemente pela dor costumam operar sob estresse constante. Também, trabalham pressionados, com medo de errar, perder espaço ou falhar. Portanto, nesse estado, o corpo libera cortisol em excesso, a paciência diminui e a comunicação se torna mais agressiva.
O resultado é previsível: o líder passa a pressionar a equipe da mesma forma que se sente pressionado. Surge o líder cobrador, tenso e reativo. O clima pesa, o retrabalho aumenta e a motivação cai.
Aqui vale a reflexão: você age mais pelo desejo de ganhar ou pelo medo de perder?
O impacto dos filtros na comunicação da liderança
Quando um líder entende os filtros de motivação, sua comunicação muda completamente. Porém, se uma pessoa é motivada pela dor, falar apenas de crescimento e oportunidade pode não funcionar. No entanto, mostrar como determinada ação evita estresse, conflitos ou perda de oportunidades gera engajamento imediato.
Curiosamente, grande parte das pessoas age mais pelo filtro da dor. Um exemplo clássico é a saúde: muitos só procuram o médico quando querem se livrar de uma doença, não quando desejam construir saúde preventiva.
Liderar sem entender isso é comunicar no vazio.
Um exemplo simples, mas poderoso
Imagine dois profissionais adotando a mesma alimentação saudável.
Um faz isso porque quer se sentir leve, bem e disposto. O outro faz porque não quer adoecer, engordar ou passar mal. A ação é idêntica. A motivação é completamente diferente.
O mesmo acontece nas equipes. No entanto, quando a motivação é baseada apenas na dor, o ambiente tende a ser mais tenso. Quando há prazer envolvido, o clima melhora, a energia sobe e os resultados aparecem com mais consistência.

A melhor estratégia de motivação: unir dor e prazer
A liderança mais eficaz não escolhe um filtro. Ela une os dois.
Primeiro, o líder constrói um cenário de prazer. Mostra o ganho, o reconhecimento, o crescimento, o impacto positivo de uma equipe engajada e emocionalmente madura. Depois, apresenta o cenário de dor. Explica com clareza o que acontece quando não há desenvolvimento emocional, comunicação clara e responsabilidade.
Essa combinação gera consciência, não medo. Gera escolha, não imposição. E quando isso é bem feito, o resultado costuma ser UAU.
Autorresponsabilidade: o ponto central da liderança
No fim das contas, motivar pessoas começa por assumir responsabilidade sobre si mesmo. Liderança não é sobre controlar o outro, mas sobre influenciar pelo exemplo, pela clareza e pela postura.
Dentro de você existem os recursos necessários para liderar melhor, comunicar com mais impacto e inspirar pessoas. O líder que escuta sua voz interna, desenvolve pensamento crítico e escolhe relações que agregam constrói uma trajetória mais sólida e respeitada.
Você é o autor da sua história profissional. Assumir essa responsabilidade é o primeiro passo para se tornar um líder que transforma ambientes, pessoas e resultados.
Agora, é com você…
Aplique e de desenvolva!
Gislene Isquierdo
Revisão de texto: Matheus Zanin